Social
12/11/2018
Copel GT não tem expectativa de entrar em novos investimentos, diz CFO

Companhia, porém, quer ver energia da termelétrica Araucária no A-1/2018. A Copel GT, braço da concessionária estatal do Paraná focado em geração e transmissão de energia elétrica, vai desacelerar os investimentos em novos negócios em busca de reverter a trajetória crescente do endividamento da companhia, hoje em R$ 8,77 bilhões, equivalente a três vezes a geração de caixa. Recentemente, a empresa vendeu energia da PCH Bela Vista (A-6/2018), arrematou no leilão de ativos da Eletrobras a SPE Uirapuru, também permutou projetos de transmissão que eram da Eletrosul. Além disso, conta com hidrelétricas e linhas de transmissão em construção.“Nosso foco é geração de caixa, pois temos uma preocupação com o nível de dívida. Nossos investimentos e custos precisam estar adaptados a nossa capacidade financeira. Temos uma meta de redução da alavancagem bastante significativa para o ano que vem, portanto, não temos expectativa de entrar em novos investimentos”, disse nesta sexta-feira, 9 de novembro, o diretor financeiro da companhia, Adriano Rudek de Moura, em teleconferência com analistas de mercado para falar dos resultados do terceiro trimestre de 2018. ”“Se pensarmos em termos de geração de transmissão, diria que o nosso principal foco será terminar as obras atuais para garantir que teremos essa geração de caixa adicional na linha de R$ 400 milhões para ao ano que vem, o que vai ajudar na redução da alavancagem”, completou o executivo.Em 2018, a empresa captou R$ 3,5 bilhões no mercado para fazer frente aos investimentos. Há ainda a previsão do BNDES liberar R$ 813 milhões em empréstimos para os projetos de Cutia (eólica) e Baixo Iguaçu (hidrelétrica). Desde 2013, o endividamento da companhia vem crescendo a cifras de R$ 2 a 3 bilhões/ano.Moura disse ainda que não tem novidades sobre o plano de desinvestimento da companhia. Disse que o negócio de telecomunicações se tornou atrativo e tem criado valor para a companhia. Enquanto não houver uma decisão sobre o destino do ativo de telecom, a ideia é continuar tornando o negócio atrativo.O presidente da Copel, Joel Nazareno Iuk, também revelou na teleconferência que a companhia vai participar do leilão de geração A-1/A-2, previsto para 7 de dezembro. A ideia é vender energia da termelétrica Araucária. Ele garantiu que a usina tem contrato de gás natural garantido com a Petrobras, inclusive para gerar imediatamente caso o Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS) determine despacho fora da ordem de mérito.O Ministério de Minas e Energia estabeleceu preço inicial para de R$ 170/MWh para a energia contratada no leilão A-1 e de R$ 162/MWh para os contratos do leilão A-2 de 2018. Os A-1 e o A-2 são destinados à contratação de energia de empreendimentos existentes na modalidade disponibilidade para usinas termelétricas a biomassa e a gás natural; e por quantidade para empreendimentos de fonte hídrica e usinas eólicas.

CANALENERGIA, 12/11/2018